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DEMÊNCIA

Nesta publicação trataremos de um tema de grande importância para toda a comunidade que é o Estudo das Demências. Graças à melhora das condições sanitárias e de cuidados com a saúde, o tempo de vida médio do ser humano vai sendo aumentado e com este aumento um maior número de indivíduos atinge a idade onde o surgimento das demências é mais provável. Na população de 40 anos a ocorrência é de apenas 0,1%, número que aumenta para 25 a 50% nos que têm acima de 85 anos.
Para termos um idéia da extensão do problema podemos mencionar que os Estados Unidos tem atualmente 6 milhões de pessoas afetadas pelas demências e o custo de apenas uma das formas de demência, a doença de Alzheimer, é calculado em 67 bilhões de dólares anualmente.
Todos nós teremos que conviver com o problema de alguma forma e é muito importante o conhecimento que possibilita uma maneira mais objetiva e menos pessimista de encarar o problema.


O QUE É A DEMÊNCIA?

Podemos definir a demência como um declínio global e progressivo da memória, do intelecto, da crítica e da personalidade. Podemos, com mais propriedade, considerar a demência como uma síndrome de perda adquirida das funções cognitivas, de alterações no comportamento e perda de funções sociais.
As demências são a tradução no comportamento e no desempenho intelectual das alterações que ocorrem nas celulas cerebrais ( neurônios ) e na rede de comunicações que ligam estas células ( dendritos e axônios).
Muitas doenças têm a demência como uma de suas manifestações e existem doenças que são exclusivamente a demência. A primeira doença caracterizada por demência e nada mais foi descrita em 1909 pelo médico alemão Alois Alzheimer ( pronuncia-se Altz-rai-mer ). Ele encontrou no cérebro de um paciente, que ele havia acompanhado em vida, as alterações hoje conhecidas como placas senis e degeneração neurofibrilar, associadas com a perda de neurônios. No nosso meio é muito comum dizer que uma pessoa que manifesta sinais de demência está ´´ esclerosada ``, referindo-se ao processo de endurecimento das artérias ( arterioesclerose ) e entupimento das mesmas por deposição de substâncias como o colesterol ( aterosclerose ). A causa vascular, no entanto, é responsável apenas por uma parcela das demências. Muitas formas de demência nada tem a ver com alterações da circulação do sangue no cérebro.


QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DAS DEMÊNCIAS?

As principais causas são:
1- corticais ( com alterações na camada mais superficial do cérebro, o cortex cerebral )
- doença de Alzheimer
- degeneração frontotemporal, que inclui:
a) doença de Pick
b) demência frontotemporal
c) afasia não-fluente progressiva
d) demência semântica
- alcool/drogas

2- subcorticais ( com alterações na camada cerebral abaixo do cortex cerebral)
- demência por múltiplos infartos ( substância branca )
- doença de Parkinson
- paralisia supranuclear progressiva
- doença de Huntigton
- hidrocefalia de pressão normal
- demência relacionada a Aids

3- cortico-subcorticais ( com alteração tanto no cortex quanto nas camadas abaixo dele )
- demência vascular
- demência com corpúsculos de Lewy
- degeneração corticobasal


4- generalizada
- doenças por prion incluindo a doença de Creutzfeldt-Jakob
( doença da vaca-louca )

5- outras
- tóxico-metabólicas incluindo:
hipotireoidismo
deficiência de vitamina B12
drogas/metais
- infecções incluindo neuro-sifilis
- traumatismos cranianos


QUAL É A FREQUÊNCIA RELATIVA DAS DIFERENTES DEMÊNCIAS?

 

Causas
Início
antes de 65 anos
%
início
após 65 anos
%
doença de Alzheimer
34
55
demência vascular
18
20
demência com corpúsculos de Lewy
7
20
demência frontotemporal
12
-
outras causas
29
5


QUAL É A PARCELA DA POPULAÇÃO MAIS AFETADA PELAS DEMÊNCIAS?

As desordens demenciais atingem principalmente pessoas que são idosas ou muito idosas. Aos 40 anos apenas 0,1% apresentam sinais e sintomas da síndrome demencial. Entre os que têm acima de 65 anos o número sobe para 5-8% . Acima de 75 anos a proporção atinge 15-20% e acima de 85 anos vai para 25-50%.
Estudos feitos com métodos diferentes mostram uma relação consistente entre a ocorrência da demência e a faixa etária. A cada 5 anos de avanço na idade a taxa de ocorrência é duplicada. A doença de Alzheimer é a mais comum. Estudos recentes mostram evidências da participação de fatores vasculares neste grupo de demências e as demências vasculares constituem o 2º grupo de ocorrência mais frequente.


COMO É O INÍCIO DAS MANIFESTAÇÕES DE UMA DEMÊNCIA?

O estágio inicial dura de dois a quatro anos e levanta a suspeita diagnóstica em função de confusão de nomes e lugares, dificuldade de lembrar o que se quer lembrar, dificuldade de tomar decisões, dificuldade de lidar com dinheiro e outras situações da vida cotidiana. Surge ansiedade elevada em função dos sintomas e tendência de evitar as pessoas.
O segundo estágio pode durar de dois a dez anos após a suspeita diagnóstica. Os pacientes apresentam falhas de memória mais acentuadas e maior confusão, inquietação, dificuldade de reconhecer familiares e amigos, problemas com a linguagem, com o pensamento lógico, com a percepção e alterações nos relacionamentos sociais.
O estágio final pode durar de um a três anos com dificuldade até de saber quem se é; ocorrem graves defeitos na linguagem e comunicação, há oscilações de humor com apatia e irritabilidade, agitação, dificuldade de deglutição, tônus muscular aumentado e podem ocorrer convulsões.
Nem todos os pacientes apresentam esta sequência de estágios e há uma variação muito grande na velocidade de progressão da enfermidade.


É FÁCIL DIFERENCIAR AS FALHAS NO FUNCIONAMENTO MENTAL DE UMA PESSOA COM DEMÊNCIA E OUTRA COM SINAIS DE ENVELHECIMENTO NORMAL?

As diferenças entre estes processos podem ser muito sutis, principalmente com a demência nos estágios iniciais. Estima-se que mesmo que pacientes com início de demência sejam levados às consultas médicas há uma falha no reconhecimento da condição variando de 20 a 70% das oportunidades de estabelecer uma suspeita diagnóstica.
À medida que o processo demencial avança fica mais clara diferenciação.
É muito comum as pessoas, principalmente as mais velhas, esquecerem o nome de alguém e depois lembrar, esquecerem onde colocaram as chaves do carro e depois conseguem encontrá-las. As pessoas com demência fazem estes esquecimentos com elevada frequência e não conseguem, mesmo com esforço, recuperar as informações desejadas e, às vezes, os familiares encontram as chaves que estavam sendo procuradas na geladeira ou no açucareiro.
Com o avanço da demência vai ficando claro que os pacientes não apresentam apenas falhas na memória mas que o julgamento, o sentido crítico da pessoa está alterado. A pessoa parece agir irresponsavelmente e sem adequação ao ambiente, não demostrando nenhuma preocupação de como suas decisões podem afetar o ambiente ou outras pessoas. Vestem várias camisas ou usam roupas sujas sem nenhum embaraço.
Nesta altura fica muito claro que a pessoa não apresenta os sinais do envelhecimento normal. Algo muito diferente e grave está ocorrendo e já não é difícil suspeitar de uma demência.


COMO OS MÉDICOS FAZEM O DIAGNÓSTICO DAS DEMÊNCIAS?

Quando o médico recebe um paciente que está apresentando declínio de duas ou mais das capacidades intelectuais: memória, cálculos, linguagem, capacidade crítica, planejamento sequencial, abstração e manipulação viso-espacial, ele inicia um processo de exclusão das enfermidades que podem ter a demência como uma de suas manifestações. Uma vez feita esta eliminação o médico conclui que o paciente apresenta demência e nada mais. As manifestações clínicas orientam o diagnóstico de qual pode ser o quadro demencial.
Não há exames específicos e testes que ajudem nesta tarefa. Tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, spect ( tomografia por emissão de positrons ) podem contribuir, bem como exames de laboratório. Muitas vezes o diagnóstico só pode ser comprovado após a morte do paciente com a realização de exames microscópicos do cérebro.


COMO SÃO OS TRATAMENTOS DAS DEMÊNCIAS?

As demências que estão englobadas pela doença de Alzheimer, a demência vascular e a combinação das duas constituem a grande maioria dos casos e não são curáveis. Os tratamentos tem como objetivo retardar a deterioração e melhorar sintomaticamente o paciente.
Uma vez feito o diagnóstico de demência o médico estabelece, usando critérios clínicos, qual o tipo de demência mais provável e inicia o tratamento. Por exemplo, ele pode indicar aspirina ( como anticoagulante ) em baixas doses para paciente com demência vascular. Para um paciente que apresenta a demência com corpúsculos de Lewy ele pode dar L-dopa para diminuir os sintomas de parkinsonismo.
Para um paciente com a demência de Alzheimer, o médico pode indicar substâncias que aumentem a quantidade de um mensageiro químico, a acetilcolina, como tacrina, rivastigmina ou glutiramato.
Para outros pacientes, o médico pode indicar antidepressivos ou outros psicofármacos para harmonizar e estabilizar o comportamento.


COMO É FEITO O TRATAMENTO DAS DEMÊNCIAS TRATÁVEIS?

Existe uma minoria de quadros demenciais que podem ser curados, cuja proporção parece não ser além de 11% do total de casos em diferentes estudos.
O tratamento consiste em administrar substâncias que estejam faltando no orgasnismo, como vit. B12, B1 e ácido fólico.
Tratar transtôrnos endócrinos como hiper/hipotireoidismo, hiper/hipoparatireoidismo, síndrome de Cushing e doença de Addison.
Combater infecções como sifilis e Aids.
Eliminar toxinas como alcool, drogas e metais pesados.


COMO É A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO TRATAMENTO DOS PACIENTES DEMENCIADOS?

A família, às vezes, fica acomodada aos sintomas de demência acreditando que a pessoa está apenas´´ esquecida ``mas que isto deve ser normal na idade do paciente.Quando a situação fica mais complicada e o paciente faz coisas que colocam a ele e seus familiares em risco de vida ( atravessar uma rua sem cuidado, deixar o fogo aceso no fogão e ir dormir, deixar a porta da casa aberta , por exemplo ) é que a família procura o médico. É neste momento que a família pode ser educada e preparada para o que vem pela frente. Deve aprender a ouvir muitas coisas sem levar muito a sério e ainda assim estimular o paciente para conservar o que for possível de ligações humanas, de interesse em lugar e diversões, conservando o que for possível de dignidade humana.
Sem um bom suporte familiar ( orientação ao paciente, cuidados com a medicação, cuidados com a saúde geral do paciente, contatos frequentes com o médico ) não é possível tratar pacientes demenciados.

QUANDO O PACIENTE COM DEMÊNCIA DEVE SER INTERNADO?

A internação em uma clínica especializada no tratamento de pessoas demenciadas só deve ser feita em casos impossíveis de serem tratados no seu contexto familiar.
Isto pode ocorrer em casos muito graves onde o nível de confusão e perturbação mental torna a convivência em casa impossível.

EXISTE ALGUMA MANEIRA DE PREVENIR AS DEMÊNCIAS?

A grande maioria das demências têm um componente genético importante e quanto a isto nada pode ser feito.
A prevenção pode ser feita nos aspectos que podem vir a precipitar uma demência. Podemos mencionar a importância do controle de pressão arterial ( a hipertensão arterial é um fator de muito peso nas demências vasculares ), os cuidados necessários para a manutenção de uma boa saúde geral, a enorme importância de uma alimentação saudável e a evitação de hábitos que agridem o nosso cérebro. As campanhas de prevenção do uso de drogas são muito importantes por reduzirem o número de pessoas que ficarão dementes em consequência do uso de drogas.

 


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  Criação: Tania Parejo  
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